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Transformação Digital no Marketing

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O futuro é agora. Soa clichê, mas a velocidade que as informações chegam, assim como a frequência com que a tecnologia se renova, pede cada vez mais atenção em todos os setores, e não é diferente com o marketing. Os consumidores não se comportam como costumavam fazer alguns anos atrás e uma mudança no mindset de qualquer empresa que entenda o momento em que vivemos acaba sendo necessária. Um estudo recente da Accenture, empresa de consultoria e gestão tecnológica, mostra que 65% dos consumidores demonstra frustração quando não consegue experiências de compra, seja por bens ou serviços, de acordo com o esperado, principalmente quando falamos de personalização. É um grande número, não? Por isso é importante entender o momento pela qual o mercado passa, principalmente quando pensamos sobre o comportamento do consumidor.

Quem consome, manda

A exclusividade e a liberdade do consumidor são ponto de extrema relevância para a transformação digital no marketing. Praticamente toda estratégia passa por uma mudança onde o cliente é mandante da operação e o produto oferecido não é mais o item de maior peso para atrair um possível comprador. A experiência do cliente no centro de tudo! Imagine só que você oferece um produto que muitas outras empresas oferecem. Por que comprar com você e não com outros? Conseguimos enumerar alguns tópicos que fazem a diferença para o público.

  1. Omnichannel! Você oferece opções. Isso lembra o quê? Liberdade. A possibilidade de lidar com a empresa online ou offline tendo a mesma linguagem e praticamente a mesma experiência pode ser um fator decisivo. Facilidade e conforto também contam hoje em dia, mas se você não se comunica de forma padrão, pode perder seus público.
  2. É uma era imediatista. Quanto mais fácil e rápido, melhor. Temos muitas possibilidades em um clique! Uma comunicação clara e adaptada pode trazer muito resultado simplesmente por ser simples, rápida e clara.
  3. Persona! Esqueça o marketing massificado, ele não funciona como costumava. Você não fala mais com seu “público”, o antigo “ Mulher, entre 20-30anos” passa a ser “Maria, 34 anos, empresária, 2 filhos, mora na zona sul, faz academia e é divorciada”. Entender seu consumidor traz a possibilidade de melhorar cada vez mais a experiência do usuário dentro das suas plataformas. É preciso entender a “dor” da sua persona para que ela encontre a solução mesmo antes de saber que há um problema a ser resolvido.
  4. Quem é você? A forma como você se comunica importa – e muito. Posicionar-se no mercado é importante não apenas para criar uma identidade, mas porque as pessoas se identificam e isso gera emoção. Visões e valores! Um estudo de 2018, realizado pela Edelman Earned Brand, constatou que 69% dos consumidores realizam decisões de compra baseando- se também no posicionamento das marcas, observando, por exemplo, questões sociais. Falamos anteriormente sobre essa questão das emoções anteriormente aqui. 
  5. Onde você está e o que oferece? Tópico muito conectado com o primeiro, quando falamos de Omnichannel. É preciso estar presente em todos os lugares possíveis, já que com a transformação digital o público transita com frequência e facilidade entre o offline e o online.Hoje encontramos inúmeras plataformas que recebem público potencial. Site, blog, Twitter, Facebook, Instagram, Pinterest, LinkedIn são apenas alguns exemplos, além das muitas ferramentas de comunicação que não param de surgir (e isso não é negativo! de forma alguma). Escolher as plataformas certas, onde suas personas estão, oferece a possibilidade de conectar-se cada vez mais utilizando o marketing de conteúdo para mostrar-se uma autoridade nos assuntos abordados pela empresa . Antes de vender um serviço ou produto, você oferece conhecimento e oferecendo conhecimento você gera proximidade com seu lead.

O consumidor tem muito mais poder, mas ao mesmo tempo está muito mais acessível. Com isso, é possível comunicar-se de forma personalizada, o que traz senso de exclusividade. O resultado disto é um direcionamento muito mais assertivo e, consequentemente, qualificado. Que empresa não deseja comunicar-se com seu lead sabendo o que ele quer ouvir, sentir e consumir?

Digital e Métricas

Junto com a transformação digital surge a possibilidade de mensurar resultados no marketing, o que, antes, não era tão palpável assim. Os avanços tecnológicos proporcionam centenas de análises de dados para entender o que funciona e o que pode ser melhorado (ou dispensado). Um exemplo básico são os pixels usados no facebook: para medir vendas realizadas através de anúncios feitos na plataforma, são instalados códigos das campanhas no site da empresa, possibilitando o acesso aos redirecionamentos. O famoso ROI, return on investiment, surge com força para demonstrar o poder do digital levantando as questões “Quanto gastou? Quanto retornou? Compensa?” Se sim, perfeito, se não, o que pode ser ajustado? E assim também com outros dados de campanhas, como Google Adwords, visitas em postagens dos blogs analisadas pelo Google Analytics, e todo ou qualquer dado, gráfico ou porcentagem que mostre valor ao serviço.

Silos de dados, formato em que o acesso aos dados de análises são mais restritos, mais limitados ou até concentrados em um setor ou profissional, são deixados aos poucos de lado para dar espaço ao Data Lake, formato de armazenamento de dados mais “acessível” que acaba possibilitando uma conexão com outras áreas das empresas, fato que pode ser extremamente positivo para novas estratégias mercadológicas. Não é a toa que cresce cada vez mais a demanda por analistas responsáveis somente pela análise de métricas para o marketing. Ponto positivo para os profissionais da área, que conseguem apresentar com excelência a importância do trabalho, além da possibilidade de interligar setores, potencializando cada vez mais as ações para atingir metas ( falaremos mais sobre isso em breve).

O profissional em si

Adaptabilidade é a palavra que melhor descreve o momento do profissional de marketing e provavelmente permanecerá descrevendo perfeitamente bem por muito tempo. A quantidade de dados, aqui significando informações gerais, cresce exponencialmente e isso demanda uma reinvenção do profissional constantemente. A troca de cultura e a mudança de mindset acontecem quase de forma natural, porque da mesma forma que as informações chegam com facilidade ao consumidor, as informações sobre o mercado e seus consumidores chegam com facilidade aos profissionais de marketing também.

Há uma demanda ainda maior por estar conectado com o mundo e não só: Entender todos os dias o que acontece, as tendências, as notícias e o comportamento das pessoas, que acaba virando material de apoio para o desenvolvimento de novas estratégias. Entender as tendências comportamentais de acordo com estudo realizados, por exemplo, oferece a possibilidade de programar-se na comunicação e até no na reavaliação de ações, conectando as áreas da empresa, como desenvolvimento de produtos e vendas, com a finalidade de encaixar-se como for possível nas preferências do público. Uma matéria da WGSN, por exemplo, empresa responsável por estudos comportamentais e de tendências, mostrou, em abril desde ano, uma forte preferência da geração Y em consumir cosméticos conectados à sustentabilidade. É uma informação de relevância para empresas do setor. Por quê não analisar como é possível se reinventar? A adaptabilidade aparece em diversas formas para profissionais e empresas.

Além das informações sociais, entender e caminhar com as tecnologias do mercado é essencial. Surgem novas plataformas sociais, assim como plataformas de automação com frequência, que economizam tempo, oferecem processos mais ágeis e geram relatórios ricos com números importantes para confirmar o sucesso das ações.

Smarketing?

Um termo bem conhecido para quem lê sempre sobre as tendências corporativas, mas talvez não seja tão conhecido ou aplicado em total harmonia em todos os locais – ainda. A conexão do time de marketing com o time de vendas faz-se necessária para o Customer Sucess. A experiência do usuário, note a importância disto!, tem sido pauta constante nas empresas que entenderam que o consumidor PRECISA estar no centro dos planejamentos. Há uma triagem realizada pelo time de marketing que busca facilitar a “viagem” do consumidor desde seu primeiro contato com a empresa até a concretização de uma compra, por exemplo. Já que a pesquisa de personas e a missão de atrair consumidores são do time de marketing, vira responsabilidade deste time passar leads qualificados para a área de vendas, fazendo realmente uma régua de relacionamento com o cliente para que ele passe pelas fases de compra finalizando cada uma delas com mais certeza de querer ser um cliente até de fato ser um. Este contato entre setores possibilita, dos dois lados, entender melhor resultados e auxiliam cada vez mais no sucesso de ambas as áreas.

Em resumo

A transformação digital no marketing traz consigo um leque de benefícios para consumidores e profissionais. Os consumidores encontram com mais frequência àquilo que buscam, porque os profissionais têm muito mais ferramentas para oferecer o que eles querem. É preciso aproveitar essa onda de dados e informações para compreender erros e acertos externa e internamente. Como assim? O quanto você conhece sua persona influenciará, assim como o compartilhamento de informações com outros times dentro da empresa pode acarretar em grandes mudanças nos resultados finais. A transformação digital no marketing só está começando.

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SOBRE O AUTOR

Gustavo Hansel

Gustavo Hansel

Um fiel amante do mundo das marcas, Gustavo é especialista em Design de interfaces e Branding corporativo. Além disso, adora viajar e conhecer as maravilhas do mundo, sempre acompanhado dos amigos e um bom livro.

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